Prevenção contra o coronavírus: o que fazer?

Saiba porque a higiene correta das mãos e a limpeza de superfícies de contato ainda são as melhores formas de prevenção.

Não existem métodos e produtos de higiene e limpeza milagrosos para a prevenção contra o novo coronavírus. A boa notícia é que não precisamos deles. O SARS-Cov-2, causador da COVID-19, possui uma membrana de proteína que desintegra-se facilmente com higiene correta das mãos, e limpeza de objetos e superfícies.

“Basicamente é manter suas mãos limpas, livres de germes, e manter as superfícies que você toca com mais frequência também limpas e desinfetadas, livres de germes. Esse é o segredo”, sintetiza Ely Fonseca, sócio-diretor da Oleak, fabricante de químicos profissionais de limpeza e higiene, em entrevista exclusiva para a RL. Associa-se a esses cuidados o uso de máscara em ambientes coletivos.


Dessa forma, sabemos então que o mais simples é suficiente na prevenção e também o mais recomendado, mas para alcançar a eficiência nos resultados é preciso que o procedimento seja realizado da maneira correta e com produtos apropriados.

Primeiro a questão da higiene correta das mãos. Como devemos fazer? “Se a sua mão não está visivelmente suja, você pode utilizar um sanitizante instantâneo”, orienta Ely. Além do álcool gel em graduação de 70%, o álcool em espuma, ou spray também são eficientes, segundo o especialista.

15 segundos


Ely chama a atenção, no entanto, para o tempo de ação do produto, o que não costuma ser considerado e pode comprometer a eficiência da higienização das mãos.

“O importante é que você mantenha sua mão molhada com essa solução por, pelo menos, 15 segundos. As pessoas dizem: 15 segundos é rapidinho. Não é. Se a gente mentalizar e contar devagar até 15, a gente vai ver que é um tempo considerável. Às vezes, a pessoa coloca uma quantidade muito pequena de álcool na mão, que seca em 5 segundos. Ela não está se protegendo, ela não está fazendo a higiene correta das mãos”.

O álcool gel 70º tornou-se o mais popular para a higienização das mãos, mas há outros químicos eficazes nessa tarefa. “Você também pode utilizar sanitizantes instantâneos para as mãos com outros princípios ativos. A biguanida polimérica, a clorexidina e os quaternários de amônio são bons exemplos”, indica.

Mãos visivelmente sujas: água e sabão


Se as mãos não estão visivelmente sujas, você pode fazer a higienização com um sanitizante instantâneo. Mas quando há sujeira visível, só há uma solução: “você tem que lavar com água e sabão”, afirma Ely. “A recomendação é da OMS e hoje aceita também pela ANVISA, você precisa lavar suas mãos se você está enxergando alguma sujeira. Se você não está enxergando sujeira, você pode, com segurança, fazer a higiene correta das mãos com o álcool gel ou outro tipo de sanitizante instantâneo”.

Também no caso da lavagem das mãos, a eficiência depende do procedimento e do tempo da ação. “Para que você possa limpar suas mãos e deixá-las livres de germes, você tem que fazer um procedimento mais detalhado, o qual está sendo amplamente divulgado. O ideal é ficar cerca de 1 minuto lavando as mãos. É um tempo extenso, as pessoas normalmente não ficam todo esse tempo lavando as mãos e acaba sendo um processo menos eficaz do que o uso de um sanitizante instantâneo”, observa o especialista.

Objetos e superfícies


Agora que cuidamos das mãos, precisamos falar da limpeza de objetos e superfícies. “A regra é a seguinte: limpar e desinfetar objetos e superfícies que são tocadas com frequência”, orienta Ely. Essas são as recomendações também da ANVISA, conforme Nota Técnica.

Sabe-se que o novo coronavírus denominado SARS-Cov-2 causador da COVID-19 se transmite principalmente: de pessoa a pessoa por gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra; por contato com superfícies ou objetos contaminados, onde o vírus pode ficar por horas ou dias, dependendo do tipo de material.

 Assim, as medidas adotadas, de lavagem frequente das mãos com água e sabonete ou, quando não há acesso a instalações adequadas de lavagem das mãos, o uso de produtos sanizantes para as mãos e a prática de desinfecção de objetos e superfícies são recomendadas com base nas formas de transmissão do vírus.

 As evidências atuais sugerem que o novo coronavírus pode permanecer viável por horas e até dias em determinadas superfícies, dependendo do material. Portanto, a limpeza de objetos e superfícies, seguida de desinfecção são medidas recomendadas para a prevenção da COVID-19 e de outras doenças respiratórias virais.

Trecho Nota técnica nº 47, da ANVISA

Ambiente profissional


Para os ambientes profissionais, onde existe grande circulação de pessoas, a limpeza de objetos e superfícies precisa ainda mais de atenção, também pela quantidade de ferramentas – muitas delas compartilhadas – que costumamos manipular nesses locais.

“Em um escritório, você tem o desktop, o teclado, o telefone, sua mesa, os interruptores, maçanetas de porta. Tudo o que é tocado com frequência, deve ser limpo e desinfetado com grande frequência”, afirma Ely, destacando que a necessidade de fazer o procedimento mais ou menos vezes depende também do princípio ativo que será usado.

Ely aponta que a qualidade do produto é fundamental. Há os que combinam princípios ativos para limpeza e desinfecção e ainda garantem um efeito residual. “Se você puder fazer a limpeza e desinfecção e deixar na superfície algum princípio ativo que possa manter a superfície limpa e livre de germes por mais tempo, melhor”, aconselha.


O especialista defende também para prevenção contra o coronavírus o método
SelfCleaning para a limpeza de objetos e superfícies em ambientes profissionais, que resulta em uma higienização com mais frequência, pois é realizada também por cada colaborador em seu espaço.

“Na sua empresa, você tem sua estação de trabalho, não custa nada você pegar um pano descartável com um desinfetante, com um produto que seja limpador e desinfetante, e fazer a higienização do seu metro quadrado. Acho que isso deveria se tornar regra.”

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Por |2020-09-14T17:30:19-03:0031/08/2020|Higiene e Limpeza, Saúde|Comentários desativados em Prevenção contra o coronavírus: o que fazer?
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